Dizem que nos Estados Unidos tudo é pesquisado. Eu não tenho dúvidas disso. Ainda recentemente foram publicados os resultados de uma pesquisa que aponta índices maiores de felicidade nas regiões de maior preservação ambiental. No topo dessa lista estão os países europeus. Na rabeira, os países pobres mergulhados em conflitos. Também numa situação ruim estão os países com densa população e muita poluição(Índia e China). Dos cento e quarenta e nove países avaliados, o que se deu melhor foi a Suiça.
O critério da pesquisa envolveu indicadores de políticas ambientais. Tais como: poluição do ar, recursos hídricos, biodiversidade, recursos naturais, mudança climática, dentre outros. Os Estados Unidos também obtiveram um índice fraco. O que contraria a teoria de que os ricos são mais felizes do que os pobres. E que só vem confirmar o descaso secular daquela nação com as questões ambientais. Os indicadores de felicidade dos brasileiros também não têm sido muito bons. E pioram à medida que devastamos as nossas matas, contaminamos os nossos rios e poluimos o nosso ar.
É por isso que o meu humor melhora quando visito a minha mãe. Lá, mantenho várias árvores frutíferas. O que acaba atraindo pássaros e alguns insetos em extinção. Uma noite dessas vimos dois vaga-lumes. No outro dia, uma libélula. Aquela mesma que se alimentava das larvas de mosquitos. Daí a importância dos quintais arborizados, também em extinção. Onde estou morando é apartamento e a rua é muito árida. Com mais de dois quilômetros, a Rua Oswaldo Cruz tem somente noventa árvores.
Freud já afirmava que a sociedade era triste e que não havia remédio. Alguns pesquisadores atuais afirmam que a sociedade é triste porque não é autêntica. Estamos sempre vivendo em função do que os outros pensam ou determinam. Agora as pesquisas apontam também para a questão ambiental. Talvez seja isso mesmo. O resgate da felicidade passa pelo resgate da personalidade e do meio ambiente.