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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

QUAL SERIA A PRIORIDADE NO ESPORTE?

Em recente audiência sobre os Jogos Abertos do Interior que foram realizados em Santos, o presidente da FUPES exaltou a economia que foi feita. Elogiado pelos presentes que citaram a necessidade de uma pista sintética e oficial de atletismo. Bem como a necessidade de um trabalho de base.
Quanto à economia, nada mais natural. Principalmente em se tratando de recursos públicos. A questão não era essa. A questão era saber se a realização dos Jogos foi uma prioridade. Ou a prioridade seria a reestruturação das bases que era clubística e não é mais? Mas voltando à questão econômica, a construção da Arena Esportiva foi um ato de economia? Vinte milhões de reais gastos em um equipamento construido em área de risco(tem à sua retaguarda uma encosta de morro). Do lado esquerdo tem o pátio da CET. Do lado direito, uns casarões vazios. À frente, uma universidade. E tudo isso numa das avenidas mais movimentadas da Baixada e sem nenhum núcleo habitacional por perto. Pelo visto o equipamento só vai servir pra eventos. É responsabilidade do Poder Público realizar eventos? É prioritário?
Não seria o caso de ter dividido estes recursos por três e construído um equipamento na Área Constinental, outro no Jardim São Manuel e ainda uma piscina nos morros para tirar as crianças da Lagoa, regiões onde a droga já chegou e com ela a criminalidade? Quanto ao trabalho de base, o Governo Federal repassa verbas para o município(SEDUC) do Programa Segundo Tempo. E o que é feito com esses recursos? O ideal seria praticar nesses núcleos as mesmas modalidadess que são praticadas nos Jogos Escolares de Santos. Jogos que só têm a participação de escolas particulares. E a seguir, obrigar todas as escolas municipais a participar dos Jogos. Teríamos assim uma base estruturada no âmbito escolar. O que é uma exigência constitucional.
Quanto à pista, temos quatro somente em Santos. Três de carvão(ADPM, Brasil FC e SESI), uma de grama(Portuários). Vale lembrar que a Jamaica produz os melhores velocistas do mundo em pistas de grama. E lembrar também que na década de 80, através de uma parceria que fizemos com a ADPM, surgiu na pista da Ponta da Praia o Vice-Campeão Mundial dos 400 metros rasos, Sanderlei Parrela. Uma prova de que a redenção do atletismo não está numa pista sintética, e sim no trabalho.
Infelizmente realizar eventos dá mídia. E essa é a preferência, seja no âmbito federal, estadual ou municipal.

sábado, 25 de dezembro de 2010

PAPAI NOEL NOCAUTEADO

Recebi uma mensagem de Natal do meu amigo João Paulo, o Jopa ou Pegasus Nofundusus para quem o conheceu jogando futsal no gol. O detalhe foi ele ter detonado literalmente com o Papai Noel. Digo literalmente porque logo após achincalhar verbalmente o Bom Velhinho , aplicou um golpe certeiro de karatê no coitado, afirmando que ninguém tinha o direito de substituir o Rei dos Reis.
Confesso que sempre me intriguei com a origem da figura do Papai Noel. Curiosidade desfeita com a leitura de um texto do escritor Ruy Castro, na Folha de São Paulo. Segundo o escritor, a chegada do Bom Velhinho no Brasil deu-se por volta de 1890, em São Luís do Maranhão. Ao final da ceia de Natal de uma família tradicional, irrompe sem aviso pela janela um homem gordo de barbas brancas, roupa, gorro e um saco às costas vermelhos. Assustados, os homens da família sacam as armas e rendem o intruso. Eis que uma das mulheres posta-se à frente pra defender o velhinho. Era uma jovem professora de nome Maria Bárbara de Andrade, filha do discutido poeta maranhense Joaquim de Souza Andrade. Tendo sido criada em Nova York, explicou que habituara-se a ver o Bom Velhinho no tablóide do caricaturista Thomas Nast.
Até a chegada de Thomas Nast, Papai Noel era alto, magro, ranzinza e se vestia de bispo católico. Nast era o contrário. Rechonchudo, anticlerical e bem humorado, redesenhou o velhinho à sua imagem, acrescentou-lhe a roupa vermelha e o bom humor. A seguir, inundou o seu tablóide e outras publicações com o seu simpático Papai Noel, fixando aquela imagem no coração de todas as crianças dos EUA, inclusive no coração da brasileira Maria Bárbara.
É certo que o consumismo no Natal tornou-se um hábito. Costumo dizer que as vitrines substituiram os altares das igrejas. Também é certo que em alguns países, a tradição de dar e receber presentes foi transferida para o Dia de Reis, em 6 de janeiro. Afinal, foi o que os Reis Magos fizeram em troca de poderem ter seguido a Estrela Guia.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

ÁRVORES, CULPADAS DE QUÊ?

Santos, definitivamente, não tem nenhuma afinidade com árvores. Aliás, elas sempre foram um estorvo para a maioria das pessoas. Inclusive para os governantes. Um exemplo é a quantidade de solicitações de poda de galhos e de raízes. Outro exemplo são as atrocidades cometidas contra elas. O que já se tornou rotina contra este ser vivo que se alimenta, cresce, transpira e sente dor. Eletrodos adaptados nas folhas de uma árvore e num captador de som ultra-sensível, segundo os pesquisadores, captaram o som de terror ao aproximarem uma tesoura das suas folhas. Primeiro cortaram uma folha com a máquina desligada. Logo depois, ligaram a máquina e aproximaram a tesoura. Foi quando o som foi captado.
Basta um olhar mais atento e sensível pra se perceber o quanto elas são maltratadas. Pregos fincados em seus troncos pra aparar sacos de lixo nos pontos de táxi. Cimento e concreto descartados na área de terra do seu entorno. Raízes decepadas por ocasião das reformas das calçadas. Galhos mutilados em "V" por culpa de um emaranhado de fios de uma rede elétrica convencional e ultrapassada. Já existem outros meios, inclusive mais econômicos, que não provocam tanto sofrimento às nossas árvores. Um deles é a rede compacta. Ao contrário do que muitos pensam, não são as árvores que prejudicam a rede elétrica. É o contrário.
Existe ainda a ação de vândalos. Recentemente, participei de um mutirão, organizado pela SEMAM, que plantou árvores na calçada da UME Leonardo Nunes. Alguns dias depois, passei por lá pra ver como estavam. Não tinha uma sequer. Todas arrancadas e com seus frágeis troncos partidos ao meio. Não foram protegidas com grades. Na calçada da UME Dr. Fernando Costa, no bairro São Jorge, algumas árvores plantadas ali, também sem proteção, foram trucidadas. A impressão que se tem é que a seguir foram carbonizadas. Dá pra notar vestígios de carvão no local. Finalizando, a amoreira que plantei no início da Av. Afonso Pena, antes mesmo da construção da ciclovia e do relógio ali instalado, foi simplesmente mutilada. Teve todos os seus galhos cortados abaixo do relógio que chegou depois. Era a mais frondosa e a que mais frutificava. Frutos pequenos que não incomodavam. Serviam apenas para atrair e alimentar alguns pássaros remanescentes, em meio à infestação de automóveis que acomete a nossa cidade.

sábado, 11 de dezembro de 2010

DESFILE DE MODA OU PREMIAÇÃO DE ATLETAS?

A festa de encerramento do vigésimo quinto Campeonato Santista de Pedestrianismo surpreendeu pela performance das atletas. Desta vez, ao invés da pista, da areia ou do asfalto, a surpresa aconteceu no palco do Teatro do SESC. No lugar da corrida, da caminhada ou da marcha, elas desfilaram. Substituiram os tênis pelos sapatos de salto alto, os calções e camisetas pelos vestidos e transformaram o palco em passarela. Esbanjaram charme, elegância e felicidade! Felicidade que foi proporcional ao esforço e à dedicação de cada uma nos treinamentos diários.
E sem desmerecer as outras equipes, as chumbregas transcenderam em charme e elegância. O caminho em direção ao pódio acabou virando um desfile de modelos. Foi assim com a Celma, a Vilma e a Iracema, elegantíssimas, belas e charmosas de preto. Com a Ana transbordando charme e beleza com o branco contrastando a sua morenice. Com a Regina e a Vera ostentando a simplicidade e a beleza charmosa do estampado. E com a Maria Odete e a Celina desfilando o despojamento elegante da calça comprida. E na platéia estavam as não menos belas e charmosas Emília, Jô, Cidinha, Tamires e Débora. Ladeadas pelo charme discreto do Fred e do Cláudio. Pena que a Rosane, a Margarida, a Margarete, a Ivonete e a Katy não puderam comparecer.
Foi uma noite diferente, charmosa e bonita de se ver. Só orgulho e admiração!