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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

NATAÇÃO SANTISTA

De acordo com alguns dirigentes, a natação santista foi decisiva para a manutenção de Santos na quinta colocação dos Jogos Abertos do Interior realizados este ano em Piracicaba. Isso não quer dizer que a natação tenha a estrutura ideal no município. Poderia ser melhor se continuássemos com a atividade também nos clubes. Com a maioria em decadência, a matriz que era clubística deixou de existir faz tempo. Embora o Clube Internacional de Regatas, que já foi a principal força da natação santista, continue pujante, foi na Unisanta que a modalidade se concentrou e ganhou força.
Com a ajuda do poder público municipal, através do Programa Adote um Atleta, a Unisanta é hoje uma das maiores, senão a maior força da natação brasileira. O mesmo poder público que mantém centenas, talvez milhares de crianças e jovens nas duas piscinas existentes na Zona Noroeste. Crianças e jovens que nadam, nadam, sem maiores perspectivas. Ou seja, o poder público está presente nas duas pontas, na iniciação e no alto rendimento, falta estabelecer um elo entre elas.
Uma das idéias, surgidas à época em que o agora vereador Hugo Dupree dava aulas em uma das piscinas daquela região - recordo de algumas crianças encaminhadas por iniciativa sua à Unisanta - seria a implantação de índices técnicos. As crianças e jovens que atingissem tais índices, seriam encaminhadas às equipes daquela universidade. De origem humilde, sem muitos recursos, quem atingisse os índices receberia uma ajuda que pudesse suprir suas necessidades básicas. Tais como, equipamentos, transporte, alimentação e educação.
A parceria já existe e os recursos também, basta o consenso e alguns ajustes no contrato. Refiro-me aos recursos municipais do Programa Adote, do Fadesp(Fundo de Assistência ao Esporte), do Promifae e dos recursos privados e federais solicitados através do Departamento de Marketing existente. Tarefa facilitada pela Lei Federal de Incentivo ao Esporte e pelo conteúdo social do projeto. A Unisanta, dentre outros, poderia dar um incentivo educacional para os atletas através de bolsas e a orientação técnica para os professores da SEMES.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

ABSURDOS

Eis por que o esporte não pode ser levado a sério neste país. Caso contrário, ficaria mais difícil transformá-lo na moeda de troca "chinfrim" que é. E eis por que ninguém contesta a "farra do boi"que foram os Jogos Pan-Americanos e o que será a Copa do Mundo aqui. E já estão preparando o terreno. Uma instituição de peso, ligada à construção, já declarou que não existe um só estádio em condições de receber os jogos da Copa. Muitos terão que ser demolidos e reconstruídos, os outros reformados. Enquanto isso, com a terra estéril e com os insumos agrícolas pela hora da morte, situação agravada pela inadimplência e conseqüente confisco do maquinário do agricultor, o prenúncio é de escassez de alimentos e com todas as conseqüências já conhecidas. Mas quem está preocupado com isso? Afinal, é apenas uma marolinha!
E não estranhem se alguns estados e municípios paupérrimos abrirem mão de verbas sociais, da saúde ou da educação para a reforma dos seus estádios..


Deputado distribui convites para jogo da seleção



Ricardo Wegrzynovski/Divulgação

O deputado Alberto Fraga (DEM-DF) distribuiu vários convites para o jogo da seleção brasileira contra Portugal, hoje (19) à noite, em Brasília. Os parlamentares receberam as entradas grátis no plenário da Câmara nesta tarde.

Estou fazendo uma caridade”, afirmou ele, com ironia, depois de entregar três ingressos a um deputado. Ele não quis dizer quantas entradas distribuiu. “Estou dando aos que o governador [José Roberto Arruda (DEM)] convidou”, despistou Fraga, secretário de Transportes de Brasília licenciado.

Como mostrou o Congresso em Foco hoje, 8 mil lugares no estádio (40%) não serão pagos, beneficiando autoridades, como senadores e deputados, além de 2.500 moradores. Os 12 mil pagantes vão ter que arcar com um ingresso de R$ 180, para assistir ao amistoso contra Portugal. (Eduardo Militão)*

domingo, 16 de novembro de 2008

SOS LAGOA

A exemplo do surgimento da Agenda 21 de Cubatão, a Agenda 21 de Santos pode estar ressurgindo também de cima pra baixo. A diferença é que a Agenda daquele município surgiu no alto do poder econômico e do poder político. Já a nossa Agenda pode estar ressurgindo, literalmente e naturalmente, no alto do Morro da Nova Cintra. O abraço simbólico na Lagoa da Saudade, deixou claro que o movimento SOS Lagoa está descendo o morro e ganhando simpatia aqui embaixo. E não poderia ser diferente, embora a sensibilização da população para as questões ambientais ainda esteja longe de ser a ideal. Eis por que o envolvimento e a participação de todos os setores é muito importante.
Particularmente, vejo no movimento uma oportunidade para se discutir as questões abrangidas por uma Agenda 21 que teima em não sair do papel. Uma oportunidade ímpar para se despir de vaidades e posições extremadas, tanto de um lado quanto do outro, e somar experiências. É possível, exemplos já existem, que se pode crescer e se desenvolver de forma sustentável. Basta ter a VIDA como meta. Ela transcende quaisquer outros interesses. Principalmente interesses financeiros e pessoais imediatos.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

FLORESTA EM PÉ

Durante a apresentação do Prêmio Eco, em São Paulo, o ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, disse que a Floresta Amazônica vale mais em pé do que devastada. Em função, naturalmente, da sua riquíssima biodiversidade.
Descobriu a roda. O problema é que o próprio governo colabora com o desmatamento na medida em que faz acordos com grupos políticos em troca de apoio no Congresso. No caso, com a bancada ruralista. Já passa de uma centena a quantidade de projetos sobre a Amazônia tramitando naquela casa. Todos tratando de desmatamento. Nenhum de reflorestamento. Assistindo a uma das sessões da Comissão que trata do assunto, pude notar que muitos dos integrantes são proprietários de terras na Amazônia. Pra manter as árvores de pé é que não deve ser.
Sem dúvida, temos a maior biodiversidade do Planeta. O problema é que temos um desgoverno na mesma proporção. Por exemplo, temos uma legislação que autoriza a coleta de fauna e flora mas não autoriza o pesquisador a fazer bioprospecção(pesquisas, principalmente, sobre elementos que tenham aplicação comercial na indústria farmacêutica e de cosméticos). Enquanto isso, novas fórmulas vão sendo patenteadas por estrangeiros. E a gente aqui resmungando e esbravejando. Fica mais fácil derrubar tudo e transformar em pasto. Resolve logo dois problemas. O da biopirataria e o da bancada ruralista.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

PLANETA EXAURIDO

Não moro no morro, mas morro de amores pelo morro! Parte da minha infância foi desbravando as várias trilhas ainda existentes naquela região. Adorava subir o Morro do Voturuá em direção à Trilha do Boi Morto. E o horário escolhido era quase sempre o das explosões na Pedreira Sta. Teresa. Não tínhamos a noção do perigo, se é que existia algum perigo. O que nós queríamos era ouvir as explosões que aconteciam debaixo dos nossos pés e voltar com alguns cachos de coquinho brejaúva. Com o tempo a pedreira foi desativada. Hoje, ao seu redor, ainda existe uma vasta área desocupada. Aos poucos está virando pátio de caminhões, depósito de lixo e abrigo para desocupados. Tivéssemos um administrador com a visão de um Jaime Lerner, aquele espaço já teria sido transformado num grande parque turístico, cultural, esportivo e de lazer. Talvez coubesse até uma escola ambiental, dotada de toda infraestrutura necessária para receber alunos de outras escolas. Tais como alojamento, laboratório, refeitório, etc. Refiro-me a São Vicente.

Mais tarde, trabalhando com crianças e jovens pela prefeitura de Santos, fazíamos essas trilhas quase todos os finais de semana em direção à Lagoa da Saudade, Lagoa do Boi Morto, Pedra da Campina, Pedra do Urubu e ao Monte Serrat. Neste último, costumávamos subir pela "Escadinha do Céu". Acesso com quase quinhentos degraus, situado em meio a muita vegetação. Íamos também à Praia de Paranapuã(Praia das Vacas), Praia do Itaquitanduva, Poço das Antas e à Cachoeira de Paratinga. Nas nossas caminhadas, recolhíamos o lixo que outras pessoas deixavam pelo caminho, discutíamos a importância da preservação ambiental, tipos de vegetação, o fenômeno da fotossíntese e muito mais. E nos dias que se seguiam o assunto continuava. Oportunidade em que eram estimulados a escrever sobre a experiência e a discutir em grupo. Hoje, todos adultos, não hesitam em afirmar que foram os melhores momentos das suas vidas. É a magia do contato da criança com a natureza. Interação que ocorre porque é lúdico, porque tem o espírito de aventura. E também porque a criança ainda não está totalmente influenciada pelo materialismo exagerado da nossa sociedade. É, portanto, o momento ideal de se despertar e se resgatar a ternura com a nossa Mãe Terra. Daí a importância de uma escola ambiental, citada acima, junto à natureza.

Eis por que vejo no movimento SOS LAGOA uma oportunidade para se discutir um problema que não é só do morro, é um problema mundial. E mais. Ao invés de ser combatido, o movimento deveria ser aproveitado para destravancar e engrenar a famigerada Agenda 21. O nosso planeta está se exaurindo e os sinais são evidentes. Isso porque os modelos de crescimento atuais são insustentáveis. Não é possível todos os povos, todas as nações, produzindo e consumindo com a mesma voracidade. É uma política que por si só se autodestrói. E o setor da construção não foge à regra. Ainda se houvesse, mas não há nenhuma contrapartida ambiental ou social. E não é por falta de modelos. O problema é o critério da margem de lucro. Para ela ser maior, as despesas são reduzidas. Sendo assim, dentre outras medidas, ficam fora de cogitações a preservação e a compensação da vegetação, a reciclagem e o reaproveitamento do entulho, a armazenagem e a utilização de águas pluviais, o reaproveitamento da água utilizada e a individualização do seu consumo, a utilização de madeira certificada, a utilização de energia de fontes renováveis e melhores condições para os empregados do setor.

Haja terra!