domingo, 6 de maio de 2012
IDENTIDADE PARA OS BAIRROS DA Z. NOROESTE
sábado, 5 de maio de 2012
VÉSPERA DA CORRIDA DO PORTO DE 2012
quarta-feira, 2 de maio de 2012
AGROTÓXICOS
sábado, 3 de março de 2012
JET SKY: ARMA LETAL
Há quem classifique o automóvel como a arma mais letal inventada pelo homem. Os acidentes no trânsito não deixam dúvidas, principalmente se somados aos prejuízos causados ao meio ambiente e à saúde pública. Consequência do trânsito estressante. Acontece que está surgindo uma outra arma mais letal: O jet sky.
Dois dias após o acidente que tirou a vida da menina Grazielly, atingida por uma dessas embarcações, dois outros jovens também morreram nas praias do Nordeste. Aliás, basta acessar a internet para verificar a quantidade absurda de acidentes fatais envolvendo esse tipo de veículo. E os acidentes aumentam na mesma proporção em que aumentam as vendas e a emissão da habilitação para pilotar a máquina.
Comenta-se sobre a incapacidade da Marinha para fiscalizar todo o litoral brasileiro, da negligência dos pais que permitem que seus filhos pilotem a embarcação e da facilidade para se obter a habilitação de arrais amador. Só o que ninguém ainda comentou é a crescente venda desses veículos. Fenômeno que pode aumentar ainda mais se o modismo pegar e o governo começar a financiar a sua compra. Outro detalhe importante a ser discutido é a velocidade dessas máquinas. Chegam a 100 Km/h, igual a velocidade de um carro. Só que a resistência imposta pela água para o deslocamento de um pedestre é muito maior do que a resistência imposta pelo ar. O seu deslocamento fica muito mais lento. Para se ter uma ideia, o recorde mundial nos 100 metros nado livre atingiu 46s91, façanha do nosso César Cielo. Já o recorde mundial nos 100 metros rasos no atletismo atingiu 9s58, façanha do jamaicano Usain Bolt. Como se pode notar, o pedestre na água fica muito mais vulnerável. Principalmente se não souber nadar.
Sendo impossível pintar faixas de proteção para pedestres no mar, instalar semáforos e redutores de velocidade e fiscalizar todo o nosso litoral, vejo com bons olhos a proibição da venda e da circulação desses veículos até que se encontre uma solução definitiva. É decidir pela vida, não importa os custos.
domingo, 29 de janeiro de 2012
ÁRVORE É POESIA...É VIDA...!
Alguém já disse que uma rua sem árvores é uma rua sem alma. Uma crítica, certamente, ao valor excessivo que se dá às obras realizadas pelo homem. E a árvore é uma obra divina! “Árvores são poemas que a terra escreve para o céu!” Escreveu o filósofo e poeta libanês, Khalil Gibran. Eu diria que uma cidade sem árvores é uma cidade sem alma, uma cidade sem vida.
Houve uma época em que as árvores eram adoradas. Eram consideradas verdadeiras divindades, sentimento substituído pelo sentimento de adoração ao ser humano. De lá para cá o interesse pelas árvores passou a ser o interesse financeiro. E o sentimento, o de verdadeira aversão. Árvore, na opinião da maioria das pessoas e de muitos dirigentes, prejudica a lavoura, prejudica o pasto, suja, quebra calçadas, danifica isso, danifica aquilo e por aí vai. Certamente desconhecem a sua importância na alimentação dos lençóis freáticos que formam as nascentes. Na redução do impacto causado pelas chuvas, evitando a erosão do solo, o assoreamento dos rios e as tragédias que vitimam milhares de pessoas todos os anos. Na absorção da água que volta à atmosfera, em forma de vapor, através da transpiração das folhas que ajudam na formação das nuvens. Na alteração do clima, tornando-o mais ameno - uma só árvore pode transpirar até 500 litros de água por dia -. Na redução do aquecimento através da interceptação solar pelas suas copas, criando ambientes mais agradáveis nas horas mais quentes do dia, fator que reduz o consumo de energia, reduzindo o gasto com refrigeração. Na diminuição da influência dos ventos fortes e na realização de uma verdadeira faxina no ar - estudos apontam a remoção de 1,2 toneladas/hectare de dióxido de carbono -. No processo que comprovadamente auxilia a manutenção da saúde e a recuperação de doentes, pesquisadores descobriram que uma substância produzida pelas árvores que as protegem do apodrecimento também beneficiam o sistema imunológico do ser humano. No Japão é costume pacientes caminharem no bosque, é o chamado “Banho de Floresta”. E por fim, desconhecem a importância das árvores na conservação da biodiversidade. Da vida de todas as espécies.
Num mundo regido por interesses puramente financeiros das minorias que ditam os rumos das decisões políticas, a única saída para a preservação das florestas e a incrementação da arborização urbana terá de ser financeira também. E aí o processo fica muito difícil, quase impossível. A não ser que as vantagens financeiras sejam direcionadas para a maioria da população, com políticas de incentivo às pesquisas direcionadas à geração de renda com a floresta em pé e da conscientização do cidadão de que o seu imóvel na área urbana será mais valorizado na mesma proporção em que a sua região for mais arborizada.
Para isso é necessário o comprometimento das ações governamentais com a vida e com a diminuição dos desníveis sociais. Algo muito difícil com o surgimento e a proliferação cada vez maior de políticos e governantes frouxos, corruptos e insensíveis.
sábado, 21 de janeiro de 2012
IMPACTOS AMBIENTAIS DOS FOGOS DE ARTIFÍCIO
Com relação à polêmica sobre os fogos de artifício, comungo com a indignação do leitor José Carlos de Oliveira e vou mais além. Antes é bom lembrar que os fogos de artifício surgiram há mais de 2.000 anos na China que é o maior produtor do mundo. O segundo maior produtor é o Brasil. Durante a queima de fogos, milhares de partículas de dióxido de carbono são lançadas na atmosfera. Além de liberar estrôncio, uma perigosa substância tóxica, pode provocar incêndios. As pesquisas mostram que após a queima de fogos próxima ao mar, a água do entorno fica poluída pelas substâncias tóxicas emitidas. Mas é no campo da poluição sonora que o impacto talvez seja maior. Assusta aves e outros animais, alterando seus comportamentos. Principalmente os migratórios. Os animais domésticos também sofrem muito. Há relatos de cães que se enforcaram na coleira por causa do barulho dos fogos e de gatos que simplesmente desapareceram. Isto tudo somado ao lixo deixado por milhares de pessoas nos eventos realizados nas praias, rios e lagos. É isso mesmo, rios e lagos. A moda está se espalhando, nas cidades que não têm praia é ali que as queimas de fogos são realizadas.
Diante de tantos problemas relacionados, o Comitê Olímpico Internacional estuda uma proposta para proibir o uso de fogos de artifício nas cerimônias de abertura e de encerramento dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos. Podem ser substituídos por shows de luzes e laser. Nada mais coerente já que os Jogos sempre defenderam a preservação do meio ambiente. Um outro motivo para a iniciativa do COI talvez tenha sido a morte de várias pombas que foram mal acondicionadas e outras queimadas ao serem soltas na abertura dos Jogos de Seul, em 1988. Junte-se a isso tudo a dificuldade de reciclagem do material. Tomara o exemplo do COI sirva de inspiração para os nossos governantes.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
BELEZA INVISÍVEL
É pena que num mundo extremamente materialista, onde a marca, o valor e o brilho é que predominam, esses atributos não são valorizados. Quem não conhece ou conheceu alguém que transmite uma energia positiva? Alguém que sabe interpretar um gesto nervoso, um ombro caído, um tom de voz diferente? Pessoas assim são especiais, são iluminadas. Pessoas assim têm uma beleza que transcende o padrão de beleza imposto pela mídia.
Tive um amigo que já se foi mas que continua presente. Num momento difícil em que eu estava passando, o Lair pousou a mão no meu ombro e se ofereceu pra conversar. Só aquele gesto já era o suficiente. Mas ele foi adiante. Passando por dificuldades financeiras com a doença do meu pai, ele me apresentou ao gerente de um banco e se colocou como fiador de um empréstimo. O Lair foi e continua lindo!