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sábado, 25 de dezembro de 2010

PAPAI NOEL NOCAUTEADO

Recebi uma mensagem de Natal do meu amigo João Paulo, o Jopa ou Pegasus Nofundusus para quem o conheceu jogando futsal no gol. O detalhe foi ele ter detonado literalmente com o Papai Noel. Digo literalmente porque logo após achincalhar verbalmente o Bom Velhinho , aplicou um golpe certeiro de karatê no coitado, afirmando que ninguém tinha o direito de substituir o Rei dos Reis.
Confesso que sempre me intriguei com a origem da figura do Papai Noel. Curiosidade desfeita com a leitura de um texto do escritor Ruy Castro, na Folha de São Paulo. Segundo o escritor, a chegada do Bom Velhinho no Brasil deu-se por volta de 1890, em São Luís do Maranhão. Ao final da ceia de Natal de uma família tradicional, irrompe sem aviso pela janela um homem gordo de barbas brancas, roupa, gorro e um saco às costas vermelhos. Assustados, os homens da família sacam as armas e rendem o intruso. Eis que uma das mulheres posta-se à frente pra defender o velhinho. Era uma jovem professora de nome Maria Bárbara de Andrade, filha do discutido poeta maranhense Joaquim de Souza Andrade. Tendo sido criada em Nova York, explicou que habituara-se a ver o Bom Velhinho no tablóide do caricaturista Thomas Nast.
Até a chegada de Thomas Nast, Papai Noel era alto, magro, ranzinza e se vestia de bispo católico. Nast era o contrário. Rechonchudo, anticlerical e bem humorado, redesenhou o velhinho à sua imagem, acrescentou-lhe a roupa vermelha e o bom humor. A seguir, inundou o seu tablóide e outras publicações com o seu simpático Papai Noel, fixando aquela imagem no coração de todas as crianças dos EUA, inclusive no coração da brasileira Maria Bárbara.
É certo que o consumismo no Natal tornou-se um hábito. Costumo dizer que as vitrines substituiram os altares das igrejas. Também é certo que em alguns países, a tradição de dar e receber presentes foi transferida para o Dia de Reis, em 6 de janeiro. Afinal, foi o que os Reis Magos fizeram em troca de poderem ter seguido a Estrela Guia.

2 comentários:

Unknown disse...

Olá...compartilho contigo minha preocupação com as árvores...Aqui, no Quarentenário, parece que o povo tomou ódio por plantar árvores nas callçadas, e a mesmo sendo uns dois graus mais frio que na ilha, o sol arde como no interior...rs...E quanto à sua preocupação relatada à época, http://hipocrizero.blogspot.com/2008_01_01_archive.html
posso te dizer que praticamente nada na Lagoa foi feito. Ou, o arquiteto/urbanista tem um péssimo gosto artístico!...rs...E segundo consta, 600 mil...! Hum, dá pra fazer um belo jardim, ou não?

Ibrahim Tauil disse...

Olá, Maik! Obrigado pela participação. Se vc se referiu aos prédios ao lado da Lagoa da Saudade na N.Cintra, aquilo foi um descalabro com a ajuda municipal e federal. Abç...